Joaquim Chamisso - Página Oficial
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A história- Joaquim Chamisso, nasceu em 1886 em Porcas, hoje Vale de Estrela. Apesar de analfabeto, é considerado um poeta popular, dedicando alguns dos seus versos á sua terra, a familiares, aos políticos, a pessoas consideradas e a estudantes, razão pela qual nos seus versos não seriam esquecidos. Também fez versos autobiográficos, sobre conflitos sociais, sobre a consciência Moral, sobre a ironia, a Sátira e Crítica Social. A vida raramente lhe sorriu, porque se envolveu no "mundo do álcool", devido á seguinte história: A sua vida corria-lhe bem, até ao dia em que desapareceu uma ovelha do rebanho que possuía, reaparecendo noutro rebanho. Tinha a certeza que a mesma lhe pertencia, mas o tribunal acabou por dar a dita ovelha a um albergue (casa de pobres), da região. |
Joaquim Chamisso, pelas contestações que fazia, deveria ser preso, porque nesse tempo "reinava Salazar", mas nunca foi, porque pensavam que ele era doido. Joaquim Chamisso, era marido de Virgínia do Nascimento, e pai de Maria Fernanda Chamisso, Aida do Nascimento Chamisso e Messias do Nascimento Chamisso. No entanto a sua mãe, tinha um lugar especial no seu coração. Em 1984, foi homenageado pela Junta de freguesia de Vale de Estrela, que colocou uma placa na sua casa, e deu o seu nome ao largo("Largo Joaquim Chamisso"). Joaquim Chamisso morreu na Vela(aldeia próxima de Vale de Estrela), não se sabendo onde.
Uma curiosidade- Joaquim Chamisso não necessitava de balança, porque ele conseguia medir com precisão, pegando no objecto; pode-se dizer que era uma "balança humana".
Uma história- Joaquim Chamisso entrou num café e foi provocado pelo Sr. Comandante, sabendo a sua história, Joaquim Chamisso disse-lhe: "ó Senhor Comandante, não me fale tão arrogante, tem uma mulher muito galante, mas primeiro foi sua amante!".
Foi estimado por muitos, razão pela qual os seus versos não foram esquecidos, e para não se esquecerem, há pouco tempo editou-se um livro, com a colaboração do Governo Civil da Guarda e da Câmara Municipal da Guarda, composto e impresso pelas Oficinas de S. Miguel (1ªEdição), e pela editora Véritas (2ªEdição). Este livro pode ser adquirido através da sua família. A morada da sua casa é: Largo Joaquim Chamisso, nº.4 -6300-230 Vale de Estrela.
Por curiosidade eu sou o seu bisneto.
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Alguns estratos de versos:
"Eu sou o Joaquim Chamisso E para vós valho pouco Embora penseis assim Valho mais que qualquer outro".
"Minha linguagem é pobre Mas não me envergonhoeu; Sendo analfabeto Que mais fazer, Deus meu?"
"Por vezes aconteceu comprar gado sem dinheiro; Pagando-me a mim, eu pagava E ficava com o dinheiro."
"Vocês, os poderosos que governais, podíeis fazer melhor, mas aos pobres não ligais!..."
"Ora descei cá para baixo, Saboreai o pior; Entregai essas pastinhas, A quem governe melhor." "P´ra fazeres o que fizeste, ó sacana de polícia, mais valia que me desses mas era um nó na piça."
"Tu, meu caro polícia, para a barba me arrancar, tens de esperar um bocado, deixa-me antes ir cagar."
in "Joaquim Chamisso" |
![]() Casa de Joaquim Chamisso.
Personagem Joaquim Chamisso, durante a exposição “A Memória das Coisas”.
Exposição sobre Joaquim Chamisso, em “A Memória das Coisas”.
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Livro de Joaquim Chamisso |
Versos inéditos de Joaquim Chamisso (não publicados no livro)
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Texto produzido por Carlos Miguel Pires e baseado no trabalho do Grupo de Profissionalização do 8ºA (Português) 1982/84 e entrevistas á filha, Maria Fernanda Chamiço.
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